sábado, 4 de dezembro de 2010

Desejo e sonho

Da mais perfeita flor me destes a doçura
Quando em tua boca eu bebi tua saliva
O mais doce mel das flores e da ternura
Que dos teus lábios em mim se derramou
E num gosto intenso de desejo e de libido
O teu sabor denso em mim te desenhou
Abrindo teus mares, teus rios, tuas fontes
Que em recato teu corpo em si guardou
Guardou colinas, teus vales e teus montes
Fez da minha pele teu mais ardente amante
Fez do desejo olhos a te buscar nos horizontes
Onde teus seios alvos brincando em minha boca
Em carícias ternas teus mamilos se intumescem
Ao toque da minha língua lenta lasciva e louca
Ah! Perdida em dengos nossas vidas amanhecem
Em beijos cúpidos ditos em voz sussurrada e rouca 

Procura

Amor, o meu desejo te procura pela casa
Sabe a parte de ti que não foi embora
Sente o teu corpo em nossa cama
Ainda sente as nossas carícias
Nossos beijos, devagar
Tão sem demora
Ainda procura
Não acha
Chora
 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Noite de rosas e jasmins

Amor, 
Quando tu vieres do teu céu me dás um beijo molhado em teu desejo
Só quando tu vieres do teu sono entre as rosas e os  jasmins
Da tua noite que dormiu escondida dos meus olhos
Da tua manhã cheirando a romã e alecrim
Só quando vieres desta noite
Tu dás um beijo pra mim
Somente um beijo
Dá-me um
Beijo
Por
Fim

Tudo

Tudo em mim é saudade
Tudo em mim é um grito
Tudo fendendo realidade
Você nem vendo que existo

Tudo em mim é só tempo
Tudo em mim tão banal
Tudo é vão passatempo
Você nem me vê afinal

Tudo em mim é motivo
Tudo em mim é um susto
Tudo teimando estar vivo
Você não me ver não é justo

Tudo em mim está lento
Tudo em mim é tão frio
Tudo sufoca o momento
Você sem me ver é o vazio

Tudo em mim quer você
Tudo em mim diz te amo
Tudo falando de amor
Você nem vê que te chamo

Poesia

Amor, a poesia é o doce mel
Enfeitiçada em algum veneno
E basta um tremer pequeno
Para que a lua derrube o céu

Amor, é esta sublime poesia
Que os mistérios nos encantam
Que te trouxe um ledo dia
Para veres as palavras que cantam

Viestes em uma tarde vaporosa
Quando a poesia era faz de conta
Quando a poesia era quase verão

E as tuas mãos e a tua pele rosa
Leram poesia até ficarem tontas
Rindo tua alma plena de emoção

Cultivar estrelas

Amor, viestes sossegando os meus cansaços
Entreguei-te a vida junto com meus sonhos

Tu tens o meu amor e é só a ti que amo
Em todos estes dias tristes ou risonhos

Te amar me trouxe um céu enternecido
Onde, enlevado, eu posso cultivar estrelas
Sorrir o meu riso, derramar meu pranto
Secas minhas lágrimas sem sequer sabê-las

E te amar é esta angústia de não saber ti
Vendo os ponteiros irem arrastando horas
Ver o tempo passando de mim esquecido
Quando tu mal chegas, tu já vais embora

Mas esta espera se transforma em versos
Tenho na poesia uma amiga falaz e ladina
Engole com sua verve o mundo das horas
Desvelando sonhos à luz d’uma lamparina

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tatuagem

O meu amor dormiu tão triste.

Na pontas dos meus dedos o teu corpo,

Como tatuagem, ainda persiste