quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Prazer e dor

Na tua boca molhada
Supus o beijo
Na tua pele macia
Supus o roçar de dedos
Nos teus olhos azuis
Supus o dia
No teu corpo lânguido
Supus a dor
Na tua língua lasciva
Supus o desejo
No teu sexo molhado
Supus o prazer
Que é o beijo
É o roçar
A luz do dia
Envolta em dor
No meu desejo
No teu prazer
No nosso amor
A luz do dia
É o roçar
A minha dor
Envolta em beijo
No meu prazer
No teu desejo
O meu amar
Em ti, amor
Te namorar
À luz do dia
O teu desejo
O meu prazer
É o roçar
O gozo...

... e a dor

Tempo

O tempo, gota após gota, escorre lento
Entre uma letra e outra
Te amo, na eternidade deste momento

Saudade

Onde se esconde esta saudade
Que de dia é calafrio
E de noite arde

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Meu grande amor

Ao meu grande amor
Que hoje é imensa dor
Quero dizer da solidão
Da solidão, tão sozinha
Da solidão que eu sou
Tão igual aos meus dias
Igual ao meu sangue
Tão triste. E eu já sabia
Tão triste, amor, tão triste
Ver o mundo perder as cores
Ver o dia nascer sem flores
E findar trazendo a agonia
Para que na madrugada
Eu venha a morrer de amores
Mas o adeus foi preciso
Foi preciso calar o grito
Que a minha alma ouvia
Que o teu corpo dizia
Da nossa separação
A saudade chora a ilusão
Dos dias que nos amamos
Dos tantos carinhos trocados
Dos nossos beijinhos falados
Da noite que não dormiu
Esperando por tua voz
Amor, hoje volto ao que tenho
Ao que sou
Hoje me contento com o que tenho
Com o que sou
E o que eu sou me devora
Eu sou tanto sentimento
E o meu lado de dentro
Não é igual ao meu lado de fora
Amor, o que eu sou é o carinho
Que eu não soube te dar
Eu sou este amor contido
Eu sou o amor perdido
Em mim...
... em algum lugar

Letras de mel e vinho

Teus olhos de céu, de mar, de flores...
Azuis, azuis, azuis...
Olhos de amar, olhos de amores
Teus olhos de brincar de verso e rima
Como se a poesia viesse lá de cima
Olhar nos olhos da minha solidão
Teus olhos são o silêncio e a quieta poesia
Que me dás ao juntares dia-a-dia
As letras bêbadas de tempo
Que encontras

Pelo chão

Adoro te ver feliz

Gosto de brincar com a poesia das tuas palavras
A poesia das palavras que teu corpo recita
Gosto de ouvir o teu riso de menina
De ver teus olhos brincando
Quando todas as palavras,
Quando tudo em ti
 diz
“Eu tô feliz!”

Teu colo

Ainda era noite quando eu ouvi teu coração me chamar
Havia um vento cantando lindas e longas canções
Havia o perfume intenso da madrugada
E num véu de estrelas tinha um luar
Eu ouvi teu coração me chamar
E no escuro da noite
Em  teu  colo
Eu  fui  me
Deitar